Voluntários mobilizam US$ 400 bi ao ano
Publicado em: 05/12/2011 às 10h09
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Se existisse um país formado só por trabalhadores voluntários, essa nação seria a 9ª mais populosa do mundo, com 140 milhões de habitantes. O dado é de uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins e consta no 1º Relatório sobre o Estado do Voluntariado no Mundo, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em conjunto com o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV, na sigla em inglês). O estudo, divulgado nesta segunda (5), não traz nenhuma estatística ou pesquisa inédita, mas compila e compara informações sobre o voluntariado no mundo, esclarecendo alguns "equívocos" geralmente contidos no senso comum e destacando a importância da atividade para todas as sociedades. Entre esses "equívocos" está a ideia de que as mulheres são maioria entre os voluntários. De acordo com Anika Gartner, coordenadora nacional do UNV, a proporção é quase a mesma entre homens e mulheres. Outra ideia que o relatório busca mudar é a de que o voluntariado ocorre somente em países ricos e por meio de ONGs juridicamente reconhecidas. Ao contrário, as pesquisas mostram que todas as nações têm registros de atividades do tipo e que ela permeia todos os aspectos da vida. Também, os estudos desmistificam a ideia de que o voluntário é geralmente um amador e sem habilidades específicas. Na colclusão, o relatório pede um maior reconhecimento dessas pessoas e maior inclusão de seu trabalho para complementar as políticas públicas. Não há estatísticas do Brasil, mas o país é citado duas vezes no estudo, com o exemplo do "mutirão" para construções de casas e a Associação de Apoio à Criança em Risco. Valor do voluntário O Relatório da ONU aponta que o trabalho feito por todos os voluntários equivaleria a aproximadamente 0,7% do PIB nos países em desenvolvimento e 2,7% nos desenvolvidos, segundo uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins feita com 36 países. Outro estudo da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), mostra que a taxa de pobreza na região seria 10% mais alta hoje se não fossem os voluntários. Em Bangladesh, uma pesquisa revelou que 16,6 mil pessoas com mais de 15 anos se voluntariaram no ano passado, o que corresponde a uma contribuição de US$ 1,66 bilhão para a economia do país. E, na Austrália, o governo concluiu que, em 2007, 34% da população adulta se voluntariou - ou seja, 5,2 milhões de pessoas que doaram 713 milhões de horas de trabalho. Em dólares australianos, isso foi equivalente a 14,6 bilhões em trabalho remunerado. Voluntários nas crises e catástrofes Segundo o relatório, iniciativas de voluntários podem ser eficazes na resolução de confrontos políticos e na desmotimulação da violência pela população, como no caso da Índia, onde muitas vezes "voluntários da paz" ajudam a resolver conflitos interreligiosos. Quando ocorre uma catástrofe, os primeiros a responder geralmente são vizinhos e moradores locais, e quando as ações são coordenadas, os efeitos são cruciais para salvar vidas. Há países que estabeleceram um programa nacional de voluntários, como o Paquistão após o terremoto de 2005, e a China mantém hoje 100 milhões de voluntários treinados para agir imediatamente caso um desastre ocorra.

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