Países buscam um desenvolvimento sustentável
Publicado em: 28/12/2012 às 13h58
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Os países em desenvolvimento tentam definir uma estratégia que permita assegurar os recursos necessários ao financiamento de ações que promovam o desenvolvimento sustentável. A impossibilidade de acordo entre países desenvolvidos nessa questão leva os em desenvolvimento a buscar, já em janeiro, alternativas.

"Há uma ameaça concreta aos esforços internacionais na medida em que se percebe uma retração muito forte dos países ricos quanto ao financiamento de ações na área de desenvolvimento sustentável", diz o subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado.

"O caso do Brasil é emblemático. Tivemos as mais baixas taxas de desmatamento desde que o País começou a medir por satélite", destaca. "Os países em desenvolvimento têm sido responsáveis ao fazer seu dever de casa e, portanto, têm direito de exigir que os países industrializados, que são os responsáveis pelas mudanças do clima, façam sua parte, não só na questão de redução de emissões, mas também no cumprimento de suas obrigações no financiamento das ações nos países em desenvolvimento", explica Figueiredo.

Em junho, durante a Rio+20, quando ficou clara a resistência dos países desenvolvidos em aportar recursos para promover um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o mundo, houve o acordo entre os países em desenvolvimento para buscar uma alternativa. Na Rio+20, os representantes de economias desenvolvidas justificaram que a crise econômica internacional os impedia de assumir compromissos financeiros, pois o cenário futuro era considerado incerto.

A posição dos desenvolvidos foi mantida na Conferência sobre Mudanças Climáticas, a COP-18, que ocorreu em Doha, no Catar. Pela Convenção sobre Mudança do Clima, os países desenvolvidos têm a obrigação de financiar ações de adaptação aos efeitos extremos das mudanças climáticas e de redução das emissões de gases de efeito estufa em países em desenvolvimento.

"Houve grande retração e o resultado de Doha na área financeira ficou muito aquém do necessário", ressalta Figueiredo. Segundo ele, os recursos são indispensáveis, principalmente no caso das nações mais pobres.

"Ações, especialmente nas áreas de adaptação, muitas vezes são caras. São obras de infraestrutura para lidar com enchentes, inundações, furacões e toda a destruição dos fenômenos extremos. São países vulneráveis que necessitam de ajuda o mais rápido possível para fazer face às mudanças do clima", acrescenta o embaixador.

Fonte: DiárioNet


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