Sete capitais lideram na emissão de poluentes
Publicado em: 12/09/2011 às 15h49
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Pelo menos sete capitais brasileiras têm poluição acima do nível máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma pesquisa feita entre 2006 e 2009 mediu os índices de qualidade do ar em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre e Recife. Nenhum resultado foi satisfatório.

Inalar o ar da capital paulista, por exemplo, é equivalente a fumar dois cigarros por dia. A OMS estabelece como aceitável 50 microgramas diários de material particulado por metro cúbico. Já uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece como aceitáveis até 150 microgramas.

Cada vez que uma pessoa liga o carro, o escapamento lança poluentes na atmosfera. Quando o veículo é abastecido, isso também ocorre, porque os gases se evaporam e encontram com o oxigênio do ar. Um corredor de tráfego concentra até três vezes mais poluição que o restante da cidade. A indústria e as queimadas também são responsáveis pela má qualidade do ar, assim como o calor do sol, que forma o ozônio após reações químicas.

A poeira de uma obra tem menor efeito sobre a saúde. As partículas de fuligem prejudicam quem já apresenta doenças respiratórias, mas não chegam a causar maiores danos, porque não entram no pulmão nem provocam problemas cardiovasculares, como acontece com as partículas geradas pela queima de combustível fóssil.

Em lugares com grande concentração de poluentes, nascem mais meninas (cerca de 5%) do que meninos. Isso acontece porque a poluição reduz o número de gametas masculinos (Y) presentes no esperma, o que aumenta as chances de fecundação do gameta feminino (X).

Mulheres grávidas que ficam expostas a ambientes poluídos também podem ter bebês com peso menor, além de um maior risco de aborto. As motocicletas poluem até cinco vezes mais que os carros, e os efeitos recaem até sobre o sono das pessoas, que se torna pior e com mais índices de ronco.

Em Brasília e no Centro-Oeste em geral, o clima seco desta época do ano dificulta ainda mais a respiração. Não chove na capital federal há mais de três meses, e a previsão da próxima chuva é em outubro. A umidade relativa do ar gira em torno de 10%, nível semelhante ao do deserto do Atacama, no Chile, considerado o mais árido do mundo. O último domingo foi o dia mais quente do ano em Brasília.

Principais poluentes e fontes geradoras:

1) Material particulado – emissão de veículos automotores, indústrias e queima de biomassa

2) Dióxido de enxofre – indústrias, usinas termoelétricas, veículos automotores e queima de carvão e óleos

3) Dióxido de nitrogênio – veículos automotores, usinas termoelétricas, indústrias e combustão a altas temperaturas

4) Monóxido de carbono – combustão incompleta de óleo, gás natural, gasolina, carvão mineral e queima de biomassa

5) Compostos orgânicos – emissão veicular e vapores de hidrocarbonetos

6) Ozônio – formado a partir da reação entre a luz, óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis (COV)
 


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